
C.E.A.P |
 Nadia A. Bossa e Patricia L’ Bossa de Campos, responsáveis pelo C.E.A.P |
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Dos problemas de aprendizagem nasceu a psicopedagogia. Uma área do estudo que visa compreender o processo de aprendizagem e analisar os fatores que possam intervir nesse processo.
Diversas são as posições dos pesquisadores em relação as dificuldades de aprendizagem. Muitos também são os nomes dados aos diferentes problemas que ocorrem neste processo, principalmente durante a aprendizagem escolar, pois é evidente que os distúrbios se manifestam ou sejam percebidos mais facilmente no decorrer da escolaridade.
Dislexia, strephosymbolia, cegueira verbal, disfunção cerebral mínima, distúrbio de aprendizagem, dificuldades específicas de aprendizagem, dislexia evolutiva e muitos outros. Embora essas dificuldades sejam mais facilmente descritas do que denominadas, são vários os sintomas e as formas como se combinam nos diversos indivíduos.
O importante não é o nome ou a denominação, mas sem reconhecermos que existem indivíduos que tem dificuldades para lidar com determinados momentos do processo de aprendizagem e que precisam ser ajudados, para evitarmos que abandonem, os estudos, evitem o convívio social e se submetam a papéis secundários por incompreensão dos pais, professores e a sociedade em geral.
Partindo do pressuposto que aprendizagem muito mais do que registrar informações é a descoberta do mundo historicamente construído, e a relação do indivíduo com esse mundo, um comprometimento neste processo implica num processo de desenvolvimento inadequado, ou seja, a medida em que o indivíduo não aprende fica limitada a possibilidade de interação com o mundo exterior, o indivíduo desconhece seu próprio potencial e conseqüentemente o seu verdadeiro EU.
Diante da dimensão do processo de aprendizagem, a não aprendizagem requer estudos e tratamento específicos. Essa é a função do psicopedagogo, que deve não só detectar as dificuldades mas o potencial do indivíduo que não aprende, devendo mobilizá-lo, resgatando assim não só as capacidades, mas a auto-imagem do sujeito aprendiz.
Dito isto, podemos concluir que da mesma forma que existe a possibilidade da ocorrência do problema, existe a solução e que é fundamental uma postura adequada dos pais e educadores frente as dificuldades.
Esta postura adequada significa uma atitude de responsabilidade, serenidade e seriedade diante de problemática, pois é muito comum que pais, educadores e até mesmo outros profissionais procedam erroneamente ao diagnosticar sem o aprofundamento e acompanhamento do profissional habilitado, impedindo assim que cessem as perturbações no processo e contribuindo para que se instalem desvios de comportamento.
Psicologia - Nadia Aparecida Bossa |
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