C.E.A.P






Nadia A. Bossa e Patricia
L’ Bossa de Campos,
responsáveis pelo C.E.A.P

 
Partindo de uma concepção de desenvolvimento humano, onde a personalidade é entendida como o resultado da interação de fatores constitucionais e fatores ambientais, vejamos qual é o significado e a função do brinquedo na vida da criança.

Por fatores constitucionais, entende-se tudo aquilo que herdamos através dos genes, ou seja, a bagagem que trazemos ao nascer. Por fatores ambientais, entende-se toda a vivência da criança, ou seja, todas as situações que a criança passa ao crescer e as pessoas com as quais convive.

Durante a sua evolução, o homem vai se adaptando as exigências do meio no qual vive, procurando satisfazer suas necessidades internas, adequando-se às pressões ambientais e vice-versa. Essa adaptação não se dá sem esforço, sem conflitos.

Assim cada idade tem seus problemas específicos, oriundos do desenvolvimento do corpo e das exigências sociais. Na vida das crianças essas exigências começam inicialmente pelos pais, e depois outros familiares e posteriormente pela escola e amigos.

Para enfrentar esses conflitos, a criança lança mão de "mecanismo de adaptação", que tenderão a se repetir conforme o resultado obtido durante a situação conflitante, isto é, se servirem para aliviar a ansiedade causada pelo conflito.

Esses mecanismos tendem assim a se integrar na personalidade, resultando dai os "traços de caráter".

Na luta do crescimento a criança deve paulatinamente ir deixando o "princípio do prazer", deve aprender a considerar a realidade e postergar a satisfação imediata dos impulsos instintivos, além de equilibrar seus impulsos afetivos e amorosos.

O BRINQUEDO tem importância fundamental nesta luta. Podemos dizer que o trabalho tem para o adulto a mesma importância que o brinquedo tem para a criança.

A presença do brinquedo ativo e espontâneo é sinal de saúde física e/ou mental.

O modo como a criança brinca é um indicativo de como ela é e como ela está, é a expressão dos modos atuais da organização de sua personalidade e a estruturação das organizações mais tardias.

A criança que não brinca, não se aventura em algo novo, desconhecido. Se ao contrário, é capaz de brincar, de fantasiar, de sonhar, está revelando ter aceito o desafio do crescimento, a possibilidade de errar, de tentar e arriscar para progredir e evoluir.

Favorecer ou dificultar a possibilidade do brinquedo para as crianças é uma opção dos adultos, cabe-me aqui lembrar aos pais que não é só a herança genética que deixamos para os nossos filhos, mas um patrimônio adquirido pela convivência conosco.
Psicologia - Nadia Aparecida Bossa
 



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