C.E.A.P






Nadia A. Bossa e Patricia
L’ Bossa de Campos,
responsáveis pelo C.E.A.P

 
Carmem Lúcia Montti
Psicopedagoga formada pela Universidade Del Salvador, Buenos Aires, Argentina.
Ex-Professora do Instituto Metodista de Ensino Superior.

Nadia Aparecida Bossa
Psicopedagoga, professora do Curso de Especialização em Psicopedagogia da PUC-SP.

1. Introdução
Ao confrontarmos os caminhos percorridos pela Psicopedagogia no Brasil e na Argentina temos como objetivo contribuir na busca da identidade do profissional psicopedagogo.

Embora cada país tenha a sua particularidade, a proximidade geográfica e as características político econômicas que repercutem no sistema educacional, fazem com que haja um certo paralelismo nesta trajetória.

A Psicopedagogia não possui um corpo teórico sistematizado e recorre para fundamentar a sua prática a diversas áreas do conhecimento.

Este fato faz com que a atuação do psicopedagogo se diferencie em função das correntes teóricas que ele priorize e com as quais esteja identificado.

Neste trabalho apresentamos uma perspectiva histórica da Psicopedagogia no Brasil e na Argentina e mostramos nossa forma de “Fazer” o trabalho psicopedagógico, com a qual estamos identificadas: não são significados que acreditamos ser a essa a única maneira de abordar os problemas de aprendizagem nesses dois países.

Os pontos que escolhemos para reflexão tratam do surgimento, da formação, da atitude clínica e dos instrumentos utilizados para fazer o diagnóstico na prática psicopedagógica.

Abordando estes temas, tentaremos resgatar os pontos de encontro, na prática de nossa profissão nesses dois países.

2. A Psicopedagogia na Argentina: Uma Perspectiva Histórica
A graduação em Psicopedagogia surgiu há mais de trinta anos na Argentina e é quase tão antiga quanto a carreira de psicologia, criada na Universidade de Buenos Aires.

Teríamos de pensar:
- Qual foi o motivo que levou ao surgimento desta carreira?

Na prática, a atividade psicopedagógica iniciou-se antes da criação deste curso. Profissionais que possuíam outra formação (como por exemplo filosófica), entre eles Sara Pain, viram a necessidade de cobrir um espaço que não podia ser preenchido nem pelo psicológico, nem pelo pedagogo.

Desta maneira começaram fazendo reeducação cujo objetivo era resolver os fracassos escolares. Trabalhavam com pacientes as funções egóicas (memória, percepção, atenção, motricidade, pensamento, etc.).

  Fonte: Revista Psicopedagogia
 



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